O que é a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção?

A Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) é uma condição que afeta 5-7% da população em idade escolar e 2,5-3% da população adulta. Os sintomas mais comuns no adulto consistem em desorganização e dificuldades em gerir o tempo; distração constante e incapacidade de foco; falar excessivamente, muitas vezes interrompendo os outros; decisões frequentemente precipitadas ou irrefletidas; incapacidade em realizar tarefas longas sobretudo se exigirem esforço mental.

O que causa a PHDA?

A PHDA é uma perturbação do cérebro, com causas genéticas, envolvendo disfunção de várias regiões específicas do cérebro, concretamente o córtex pré-frontal e suas conexões com os núcleos da base e cerebelo. Por isso, o tratamento de primeira linha é um medicamento designado por metilfenidato que estimula as regiões cerebrais afetdas. É um medicamento seguro e muito eficaz no aumento das capacidades atencionais e cognitivas em pessoas com PHDA. Sabe-se hoje que o uso do metilfenidato durante a idade escolar tem um efeito protetor do sistema nervoso central, com redução da incidência de muitas complicações na vida adulta. Para além da medicação, é importante a introdução de medidas não farmacológicas que ajudem o jovem estudante a modificar os seus métodos de estudo bem como a alterar os pensamentos automáticos disfuncionais perante as adversidades e exigências do dia-a-dia.

Qual o impacto da PHDA após os 18 anos?

Os jovens com PHDA estão particularmente vulneráveis a sofrer dificuldades de adaptação ao Ensino Superior uma vez que a disfunção cerebral associada a esta patologia envolve importantes áreas neurocognitivas (função executiva, memórias de trabalho, linguagem, atenção e controlo motor) necessárias a um bom desempenho académico. Os estudantes com PHDA podem sentir que “estão perdidos” no seu trajeto académico já que estudam mas não conseguem fixar informação e acabam por se desmotivar pois constatam que o seu esforço é inútil. Para além de se repercutir negativamente no rendimento académico, os jovens com PHDA não tratada participam mais em atividades antissociais, consomem mais álcool e drogas, são mais propensos a gravidez não planeada, doenças sexualmente transmissíveis, múltiplos acidentes de viação, depressão, transtornos de personalidade, suicídio e criminalidade. Globalmente, o insucesso académico juntamente com os restantes problemas refletem-se numa baixa autoestima, frustração e desmotivação. Muitas vezes a família acompanha com apreensão o trajeto académico do jovem sem saber o que fazer para alterar o estado de coisas.

Eduardo Rodrigues

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